*Vídeo: ParaibaOnline
O período junino representa uma das épocas mais movimentadas do ano para o comércio de Campina Grande, especialmente para o setor de panificação.
Com a cidade recebendo milhares de turistas durante o Maior São João do Mundo, as padarias registram aumento no fluxo de clientes e reforçam a oferta de produtos típicos da culinária nordestina.
Durante o quadro semanal “Do Grão ao Pão“, o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Campina Grande, Norival Monteiro, destacou a importância do período para os empreendedores do segmento.
“Esse é um momento extraordinário para toda a panificação paraibana e, em especial, a campinense. É o Natal do empreendedor”, afirmou.
Segundo Norival, a movimentação econômica gerada pelos festejos juninos beneficia diretamente o setor, que se prepara para atender tanto moradores quanto visitantes que passam pela cidade durante o mês de junho.
“A cidade fica repleta de turistas e, diferente de outros segmentos, não existe uma inflação nos preços. As panificadoras oferecem serviço de qualidade e com preço justo”, ressaltou.
Além do tradicional pão, as padarias ganham destaque nesta época do ano pela variedade de comidas típicas que fazem parte da cultura alimentar nordestina.
“Em se tratando das comidas típicas, é muito comum na nossa região as comidas de milho, fora as comidas de mandioca”, explicou.
Norival observou que as padarias modernas deixaram de ser apenas locais para compra de alimentos e passaram a desempenhar um papel social importante no cotidiano das cidades.
“Nas padarias, que são centros sociais onde o consumidor não vai apenas comprar pão – ele senta na mesa, conversa, lancha, faz trabalho home office -, temos as famosas pamonhas, canjicas, mungunzás e xerém”, destacou.
Para garantir a oferta desses produtos durante todo o ano, muitas empresas contam com uma cadeia produtiva especializada, formada por pequenos fabricantes que abastecem os estabelecimentos da cidade.
“Temos em Campina Grande várias fábricas produzindo pamonha e canjica. As padarias que vendem esses produtos o ano inteiro terceirizam essa produção e contam com esses fornecedores”, explicou.
Veja também:
Do chá da nobreza europeia às sobremesas brasileiras: conheça a história do biscoito champanhe
A nova era das padarias: de ponto de passagem a ponto de encontro

