Enquanto os grandes shows atraem milhares de pessoas ao Parque do Povo durante o Maior São João do Mundo, uma ampla programação cultural espalhada por diversos espaços de Campina Grande vem mostrando que a festa também é feita de história, memória e valorização das tradições populares.
Neste ano, a Secretaria Municipal de Cultura ampliou a participação dos equipamentos culturais da cidade na programação junina, oferecendo atividades que aproximam moradores e turistas do patrimônio cultural campinense.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, a secretária de Cultura, Anny Karenine, destacou que a proposta foi integrar diferentes expressões artísticas e culturais aos festejos.
“Esse ano a gente conseguiu envolver e trazer para dentro dessa programação todos os nossos equipamentos culturais”, afirmou.
Entre as atrações está a Filarmônica Epitácio Pessoa, uma das instituições culturais mais tradicionais da cidade.
A programação também contempla espaços que preservam a memória e a história de Campina Grande. O Centro Cultural Lourdes Ramalho, o Museu Histórico de Campina Grande, o Museu do Algodão e a Biblioteca Municipal recebem atividades voltadas tanto para moradores quanto para visitantes que desejam conhecer mais sobre a identidade cultural da cidade.
Outro destaque da programação são as quadrilhas juninas, consideradas uma das principais manifestações culturais do período.
“Renovamos a parceria com a Asquaju. A Prefeitura destinou um aporte de R$ 420 mil, um aporte histórico, para ser revertido em apresentações no Quadrilhódromo, na Pirâmide e na Vila do Artesão”, destacou.
Além das quadrilhas, grupos folclóricos também integram a agenda cultural do evento, ampliando os espaços para a difusão das manifestações populares que ajudam a construir a identidade do São João campinense.
Para Anny Karenine, a diversidade de ações realizadas ao longo do período junino reforça o papel da cultura como elemento fundamental da festa e da própria história da cidade.
“Trazer tanta gente para viabilizar tudo isso que temos” é, segundo ela, uma forma de manter vivas as tradições que fazem de Campina Grande uma das principais referências culturais do Nordeste.

